(última etapa): Caminhada: Senhora da Abadia – São Bento da Porta Aberta
Dando seguimento ao esforço caminheiro na Calçada do Arrebentaço (finais da 4ª etapa), voltamos ao Santuário da Senhora da Abadia neste sábado de sol e de temperaturas mais confortáveis do que as palpitadas.
Continuamos a subida em direção ao alto do Formigueiro, sempre melodiados pelas águas descendentes do Nava, que Arlindo Ribeiro da Cunha (autor da monografia histórico-descritiva “Senhora do Alívio”) plasma: “(…) as cachoeiras do rio Nava que, precipitando-se de pedra em pedra, burrifa as ervas e silvedos das margens, e abafa com o som cavo das águas em movimento o tilintar dos chocalhos dos rebanhos que pascem na encosta, comunica ao ambiente um caraterístico inconfundível de écloga virgiliana” (1951, 3ª edição/2019 p. 176).
A partir do cimo, em terras de Santa Isabel do Monte, foi um descer acentuado e serpenteado, com o vale do Cávado, suas águas em embalse e, depois, a Basílica de S. Bento ao fundo e ao alcance. Percorridos cerca de 7 km.
Noutros tempos esta travessia de montanha era efetuada durante a noite, facultando aos caminheiros vivenciar o raiar do dia e chegar cedo a S. Bento. E muitos duplicavam, regressando à Senhora da Abadia e a suas terras pela mesma via a pé.
Em S. Bento houve disponibilidade para visitar o templo e a Cripta com seus painéis de azulejos, do ceramista Querubim Lapa, narrando a vida do santo.
Regressamos a S. Martinho de Tibães.
----------------------------------------------------------------------------
Organização e conduta da caminhada e das visitas: GAMT (Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães)
Texto e fotos: Silva Manuel / Manuel Duarte / Ver em Silva Manuel












