Comemoração
do Dia Mundial do Turismo no Mosteiro de Tibães
O
Mosteiro de S. Martinho de Tibães promove, no próximo dia 27 de Setembro,
algumas atividades comemorativas do Dia Mundial do
Turismo.
Entre
as 16h30 e as 19h30 realiza-se uma visita guiada temática para estudantes,
guias e outros profissionais de Turismo. A visita é gratuita mas mediante
inscrição prévia.
A
partir das 20h, no restaurante do Mosteiro, realiza-se um jantar com a
participação do Doutor Varico Pereira, diretor da Turel, que irá abordar com os
participantes a temática do Turismo Cultural e Religioso.
DIA MUNDIAL DO TURISMO
Jantar
27 de Setembro 2012
-Linguiça Assada
-Tosta de Queijo fresco em cama de doce de
tomate
-Pastel de Carne
- Pastel de Peixe
-Vinho Branco e Tinto
-Sumo de Frutas
PRATO: Porco com delicias do Jardim
dos Monges,
Com arroz e
legumes
SOBRE
MESA : Pera Bêbeda do Abade
Vinho Verde e Maduro reserva do
Mosteiro
Água Mineral, Refrigerantes e Café
Preço por pessoa: 20,00 €
Reservas
através do nº: 253 282 420
Curso financiado sobre Planos de Gestão Florestal no Mosteiro de Tibães.
10 a 13 Set.
Últimos lugares disponíveis.
Curso financiado sobre Gestão Florestal no Mosteiro de Tibães.
17 a 20 Set.
Últimos lugares disponíveis.
Contactos: 808109109 ou proder@regibio.com
Duas dezenas de pessoas
puseram no passado dia 21 de Julho mãos à obra para ‘desenterrar’ mais um pouco
da história do Mosteiro de S. Martinho de Tibães, em Braga, desta vez, sobre o
antigo lagar de azeite.
A
iniciativa, promovida pelo Grupo de Amigos do Mosteiro de S. Martinho de Tibães
(GAMT), integrou-se na comemoração dos 25 anos da antiga casa-mãe dos
beneditinos, contribuindo para (re)descobrir memórias.
O
desafio lançado aos participantes – incluindo algumas famílias – era limpar a
área onde em tempos funcionou o lagar de azeite e o trabalho árduo deu frutos,
pondo a descoberto parte da estrutura do lagar e do sistema que abastecia de
água o local.
Antes, os participantes
tiveram oportunidade de percorrer parte do circuito de água que abastece o
Mosteiro de Tibães nas suas várias vertentes guiados pela arquitecta paisagista
e técnica superior do Mosteiro, Maria João Dias Costa.
A primeira paragem foi na
mina de S. Bento de onde seguiram para o aqueduto da Cabrita e da Preguiça,
etapas que revelam o esforço dos monges beneditinos para trazer toda a água
possível para o Mosteiro.
Chegados ao antigo lagar
de azeite, Maria João Dias Costa deu uma explicação sobre como funcionava
aquela estrutura agora votada ao abandono.
A jornada de trabalho
culminou com um almoço partilhado, em jeito de piquenique, junto à casa do
volfrâmio.
Para os mais resistentes
seguiu-se uma visita à exposição fotográfica patente em vários espaços do
Mosteiro e que se integra também nos 25 anos da memória deste espaço.
Em 1987,
dando satisfação ao que consagram as Cartas e Convenções internacionais
respeitantes à conservação e restauro de monumentos e sítios, a pequena equipa
que trabalhava, então, no mosteiro de Tibães, definiu uma estratégia de
intervenção que passou pelas ações de salvaguarda (limpar, vigiar, proteger,
controlar a degradação); pela investigação e estudo da ordem beneditina, do
Mosteiro de Tibães e do seu Couto; por um projeto de estudo arqueológico e pela
dinamização e abertura ao público dum espaço que, embora em ruína, era um
monumento merecedor de ser visto, entendido e respeitado.
No dia
21, um pouco à imagem do que fizemos há 25 anos, vamos trabalhar na ruína de
antigos engenhos da cerca do mosteiro, para os dar a conhecer e dinamizar.
Hoje, fruto do projeto de investigação e estudo que encetámos, podemos
acrescentar o conhecimento público sobre aquele espaço.
Sabemos
que foram construídos em finais do século XVIII, entre 1796 e 1798,
incluídos no grande projeto hidráulico que passou para além da edificação do
lago e da abertura de várias minas para o alimentarem, pela construção de uma
eficaz rede de retenção e distribuição de água, que recorrendo a poças, prezas,
aquedutos de pedra, caleiras, galgueiras e canos regava os campos e fazia mover
os diversos engenhos da cerca do mosteiro. Entre eles encontravam-se os da
ruína onde agora vamos trabalhar e que o livro do Estado de 1798 descreve deste
modo:
Nesta extensão de rota apareceram algumas águas que juntas
com as vertentes do Mosteiro fazem uma quantidade considerável, e para se
aproveitarem se fez uma grande preza na boca da dita mina, e desta se
encaminham as águas por uma caldeira ao engenho de azeite, e Segunda, que de
novo se fez ao fundo dos pomares deste Mosteiro. Para este novo engenho se fez
uma grande casa, que tem suas paredes rebocadas, janelas, e porta de cantaria,
e o emadeiramento com toda a segurança, e se abriram algumas trapeiras pra
extração do fumo. Dentro desta casa se armou o engenho de azeite conforme o
método de Dollabela[1] com uma grande tulha feita por um lado de perpianho
toda lajeada de cantaria; e as paredes forradas de madeira para evitar a
corrupção da azeitona; por baixo desta se fez um aqueduto para extração da água
ruça tanto da tulha como do engenho: ao outro lado se fez um quarto de madeira
para uma azenha de Segunda; que de novo se fez com tal arte, que havendo águas
bastantes uma só roda faz trabalhar as pedras de ambos os engenhos; nos quais
se puseram de novo todos os trastes necessários.
Apareçam !!!
[1]
Giovanni Antonio Dalla Bella, nasceu em Pádua, Itália. Era professor de Física
Experimental na Universidade de Pádua quando foi convidado pelo Marquês de
Pombal (1699-1782) para vir para Portugal, leccionar Física no Colégio Real dos
Nobres, que estava então a ser criado em Lisboa. Terminado o ensino científico
no Colégio dos Nobres em 1772, foi chamado para a Universidade de Coimbra,
quando da reforma dos seus estudos, tendo sido nomeado professor de Física
Experimental. Foi-lhe concedido o grau de Doutor em 1773, tendo leccionado na
Universidade de Coimbra até à sua jubilação, em 1790. Voltou para Pádua na
década de 90, onde veio a falecer por volta de 1823. Apesar da sua área de
trabalho ser a Física, desenvolveu diversos estudos sobre a agricultura, tendo
estudado a cultura da oliveira e a produção de azeite, em memórias que foram
publicadas pela Academia das Ciências de Lisboa.
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